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REVISTA INDEPENDENTE BALÃO - ANO 1 NÚMERO 9 - ÚLTIMO NÚMERO PUBLICADO - A revista Balão, hoje uma raridade, revelou nos anos 70 uma brilhante geração de artistas de quadrinhos e cartunistas brasileiros como Laerte, Luiz Gê, os irmãos Caruso, Xalberto, Sian e Miadaira, entre outros. No início dos anos setenta, dois brilhantes autores de quadrinhos, ainda estudantes universitários na época Laerte Coutinho e Luiz Geraldo Ferrari Martins (Luiz Gê) cursando respectivamente a FAU e a ECA, tramaram criar uma revista que rompesse com o modelo das HQs vigente à época. Reunindo outros autores iniciantes do meio universitário, lançaram aquela que viria a tornar-se a primeira revista de HQs udigrúdi brasileira: O Balão.A partir da experiência pioneira dO Balão, as histórias em quadrinhos deixaram de ser direcionadas exclusivamente para o público infantil ou adolescente e adquiriram conteúdo crítico, iniciando a gênese dos modernos quadrinhos adultos brasileiros. Com uma tiragem insignificante em termos industriais, o Balão era vendido de mão em mão pelos próprios autores ou era deixado em consignação em algumas poucas e raras livrarias especializadas. O conteúdo abordava assuntos emblemáticos: o futebol e a malandragem (temas tipicamente brasileiros que foram abordados no nº 9, em contraposição aos temas globalizantes explorados pelas grandes editoras), a América Latina, o universo contracultural (muito em voga na época), o universo universitário, ou, ainda os conflitos familiares e a luta de classes. Sua maior fraqueza, a pequena tiragem, era também seu maior trunfo, pois dava-lhe a liberdade de prescindir de uma rígida linha editorial centrada apenas nas vendas. Pode-se dizer que, a partir daquele momento, os quadrinhos brasileiros começaram a perder a sua inocência. O número nove tinha pretensões de se consolidar como o verdadeiro turning point do Balão. Pelo menos por parte da ala de autores que visavam a profissionalização. Um possível trampolim para as bancas de jornais. A qualidade especial daquela edição já sugeria isso. Luiz Gê trabalhou em uma impressionante capa aerografada, onde se lia o tema: Samba, futebol e malandragem. Paulo Caruso apresentou, em parceria com Rafik, a primeira história da personagem Capitão Bandeira (posteriormente editado em álbum, pela LPM). Dirceu Amadio desenhou O último guerreiro, à moda Richard Corben. Magnani abordou o universo de Toulose Lautrec nos cabarés de Paris. Luiz Carneiro mostrou a luta de classes através de inspiradas tiras. Laerte criou uma história em que os personagens são roupas e Xalberto, sempre delirante, mostrou o absurdo da vida de Hedibiombo do Beabá. Paulo Santos faz HQ de raiz, com Capitão Sidurino, um cangaceiro arretado. A edição fechou sua paginação com a estupenda HQ de Luiz Gê Ano Santo, ano da mulher, onde vemos se materializar à nossa frente todo um domínio de linguagem visual, através do inesquecível bailado de uma partida de futebol. Esta história, devido à sua excelência, foi depois republicada no Almanaque do Gibi Semanal (RGE). Nesta edição, a nona, se encerrava esta publicação pioneira, de saudosa memória. Mas, se o Balão terminou então vivam Luiz Gê, Laerte, Xalberto, Paulo e Chico Caruso, Sian, Miadaira, Angeli, Alcy e tantos outros! Formato 15,5 X 22. 48 páginas. Grampeada. Impressão PB. PERFEITO ESTADO. RARÍSSIMA.

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Tipo: Revista

REVISTA INDEPENDENTE BALÃO - ANO 1 NÚMERO 9 - ÚLTIMO NÚMERO PUBLICADO - A revista Balão, hoje uma raridade, revelou nos anos 70 uma brilhante geração de artistas de quadrinhos e cartunistas brasileiros como Laerte, Luiz Gê, os irmãos Caruso, Xalberto, Sian e Miadaira, entre outros. No início dos anos setenta, dois brilhantes autores de quadrinhos, ainda estudantes universitários na época Laerte Coutinho e Luiz Geraldo Ferrari Martins (Luiz Gê) cursando respectivamente a FAU e a ECA, tramaram criar uma revista que rompesse com o modelo das HQs vigente à época. Reunindo outros autores iniciantes do meio universitário, lançaram aquela que viria a tornar-se a primeira revista de HQs udigrúdi brasileira: O Balão.A partir da experiência pioneira dO Balão, as histórias em quadrinhos deixaram de ser direcionadas exclusivamente para o público infantil ou adolescente e adquiriram conteúdo crítico, iniciando a gênese dos modernos quadrinhos adultos brasileiros. Com uma tiragem insignificante em termos industriais, o Balão era vendido de mão em mão pelos próprios autores ou era deixado em consignação em algumas poucas e raras livrarias especializadas. O conteúdo abordava assuntos emblemáticos: o futebol e a malandragem (temas tipicamente brasileiros que foram abordados no nº 9, em contraposição aos temas globalizantes explorados pelas grandes editoras), a América Latina, o universo contracultural (muito em voga na época), o universo universitário, ou, ainda os conflitos familiares e a luta de classes. Sua maior fraqueza, a pequena tiragem, era também seu maior trunfo, pois dava-lhe a liberdade de prescindir de uma rígida linha editorial centrada apenas nas vendas. Pode-se dizer que, a partir daquele momento, os quadrinhos brasileiros começaram a perder a sua inocência. O número nove tinha pretensões de se consolidar como o verdadeiro turning point do Balão. Pelo menos por parte da ala de autores que visavam a profissionalização. Um possível trampolim para as bancas de jornais. A qualidade especial daquela edição já sugeria isso. Luiz Gê trabalhou em uma impressionante capa aerografada, onde se lia o tema: Samba, futebol e malandragem. Paulo Caruso apresentou, em parceria com Rafik, a primeira história da personagem Capitão Bandeira (posteriormente editado em álbum, pela LPM). Dirceu Amadio desenhou O último guerreiro, à moda Richard Corben. Magnani abordou o universo de Toulose Lautrec nos cabarés de Paris. Luiz Carneiro mostrou a luta de classes através de inspiradas tiras. Laerte criou uma história em que os personagens são roupas e Xalberto, sempre delirante, mostrou o absurdo da vida de Hedibiombo do Beabá. Paulo Santos faz HQ de raiz, com Capitão Sidurino, um cangaceiro arretado. A edição fechou sua paginação com a estupenda HQ de Luiz Gê Ano Santo, ano da mulher, onde vemos se materializar à nossa frente todo um domínio de linguagem visual, através do inesquecível bailado de uma partida de futebol. Esta história, devido à sua excelência, foi depois republicada no Almanaque do Gibi Semanal (RGE). Nesta edição, a nona, se encerrava esta publicação pioneira, de saudosa memória. Mas, se o Balão terminou então vivam Luiz Gê, Laerte, Xalberto, Paulo e Chico Caruso, Sian, Miadaira, Angeli, Alcy e tantos outros! Formato 15,5 X 22. 48 páginas. Grampeada. Impressão PB. PERFEITO ESTADO. RARÍSSIMA.

Informações

Lance

Termos e Condições
Condições de Pagamento
Frete e Envio
  • TERMOS E CONDIÇÕES

    1ª. As peças que compõem o presente LEILÃO, foram cuidadosamente examinadas pelos organizadores que, solidários com os proprietários das mesmas, se responsabilizam por suas descrições.

    2ª. Em caso eventual de engano na autenticidade de peças, comprovado por peritos idôneos, e mediante laudo assinado, ficará desfeita a venda, desde que a reclamação seja feita em até 5 dias após o término do leilão. Findo o prazo, não serão mais admitidas quaisquer reclamações, considerando-se definitiva a venda.

    3ª. As peças estrangeiras serão sempre vendidas como Atribuídas.

    4ª. O Leiloeiro não é proprietário dos lotes, mas o faz em nome de terceiros, que são responsáveis pela licitude e desembaraço dos mesmos.

    5ª. Elaborou-se com esmero o catálogo, cujos lotes se acham descritos de modo objetivo. As peças serão vendidas NO ESTADO em que foram recebidas e expostas. Descrição de estado ou vícios decorrentes do uso serão descritos dentro do possível.

    6ª. LANCES PELA INTERNET: O arrematante poderá efetuar lances automáticos, de tal maneira que, se outro arrematante cobrir sua oferta, o sistema automaticamente gerará um novo lance para aquele arrematante, acrescido do incremento mínimo, até o limite máximo estabelecido pelo arrematante. Os lances automáticos ficarão registrados no sistema com a data em que forem feitos. Os lances ofertados são IRREVOGÁVEIS e IRRETRATÁVEIS. O arrematante é responsável por todos os lances feitos em seu nome, pelo que os lances não podem ser anulados e/ou cancelados em nenhuma hipótese.

    7ª. Em caso de empate entre arrematantes que efetivaram lances no mesmo lote e de mesmo valor, prevalecerá vencedor aquele que lançou primeiro (data e hora do registro do lance no site), devendo ser considerado inclusive que o lance automático fica registrado na data em que foi feito. Para desempate, o lance automático prevalecerá sobre o lance manual.

    8ª. O Organizador se reserva o direito de não aceitar lances de licitante com obrigações pendentes.

    9ª. Adquiridas as peças e assinado pelo arrematante o compromisso de compra, NÃO MAIS SERÃO ADMITIDAS DESISTÊNCIAS sob quaisquer alegações.

    10ª. O arremate será sempre em moeda nacional. A progressão dos lances, nunca inferior a 5% do anterior, e sempre em múltiplo de dez. Outro procedimento será sempre por licença do Leiloeiro; o que não cria novação.

    11ª. Em caso de litígio prevalece a palavra do Leiloeiro.

    13ª. As peças adquiridas deverão ser pagas IMPRETERIVELMENTE em até 72 horas após o término do leilão, e serão acrescidas da comissão do Leiloeiro, (5%). Não sendo obedecido o prazo previsto, o Leiloeiro poderá dar por desfeita a venda e, por via de EXECUÇÃO JUDICIAL, cobrar sua comissão e a dos organizadores.

    14ª. As despesas com as remessas dos lotes adquiridos serão de inteira responsabilidade dos arrematantes. O cálculo de frete, serviços de embalagem e despacho das mercadorias deverão ser considerados como Cortesia e serão efetuados pela organizador.

    15ª. Qualquer litígio referente ao presente leilão está subordinado à legislação brasileira e a jurisdição dos tribunais da cidade de São Paulo. Os casos omissos regem-se pela legislação pertinente, e em especial pelo Decreto 21.981, de 19 de outubro de 1932, Capítulo III, Arts. 19 a 43, com as alterações introduzidas pelo Decreto 22.427., de 1º. de fevereiro de 1933.

  • CONDIÇÕES DE PAGAMENTO

    A vista com acréscimo da taxa do leiloeiro de 5%.

    O pagamento será feito por depósito ou transferência bancária, exclusivamente, para a conta

  • FRETE E ENVIO

    A remessa dos lotes será feita, exclusivamente, pelos correios via PAC ou SEDEX, à escolha do comprador.

    Veja nas Condições de Venda do Leilão.