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Revista

REVISTA INDEPENDENTE BALÃO - ANO 1 NÚMERO 8 - A revista Balão, hoje uma raridade, revelou nos anos 70 uma brilhante geração de artistas de quadrinhos e cartunistas brasileiros como Laerte, Luiz Gê, os irmãos Caruso, Xalberto, Sian e Miadaira, entre outros. No início dos anos setenta, dois brilhantes autores de quadrinhos, ainda estudantes universitários na época Laerte Coutinho e Luiz Geraldo Ferrari Martins (Luiz Gê) cursando respectivamente a FAU e a ECA, tramaram criar uma revista que rompesse com o modelo das HQs vigente à época. Reunindo outros autores iniciantes do meio universitário, lançaram aquela que viria a tornar-se a primeira revista de HQs udigrúdi brasileira: O Balão. A partir da experiência pioneira d'O Balão, as histórias em quadrinhos deixaram de ser direcionadas exclusivamente para o público infantil ou adolescente e adquiriram conteúdo crítico, iniciando a gênese dos modernos quadrinhos adultos brasileiros. Com uma tiragem insignificante em termos industriais, o Balão era vendido de mão em mão pelos próprios autores ou era deixado em consignação em algumas poucas e raras livrarias especializadas. O conteúdo abordava assuntos emblemáticos: o futebol e a malandragem (temas tipicamente brasileiros que foram abordados no nº 9, em contraposição aos temas globalizantes explorados pelas grandes editoras), a América Latina, o universo contracultural (muito em voga na época), o universo universitário, ou, ainda os conflitos familiares e a luta de classes. Sua maior fraqueza, a pequena tiragem, era também seu maior trunfo, pois dava-lhe a liberdade de prescindir de uma rígida linha editorial centrada apenas nas vendas. Pode-se dizer que, a partir daquele momento, os quadrinhos brasileiros começaram a perder a sua inocência. No número oito o mote foi: Uma revista contra os bandidões do HQ. Numa impactante capa de Chico Caruso, um desenho invertido para negativo mostrava um cowboy cavalgando uma mão de desenhista. Esta edição começou a dar sinais da crise que acabaria com a publicação. Uma parte dos desenhistas era favorável que a revista fosse para as bancas e outra facção discordava, com o entendimento de que a função do Balão era de ser um órgão mais ligado à universidade e comprometido com a divulgação de novos autores. Nesta edição, os autores simpáticos à idéia de maior profissionalização da revista criaram histórias sobre o tema, enquanto os do segundo grupo mantiveram o chamado tema livre. Deve-se registrar também que nesta edição, Angeli publicou sua primeira HQ (sem título). Apesar de não ser freqüentador das reuniões, Angeli encaminhou sua história através dos irmãos Caruso. Assim como Alcy, Angeli explorava mais a fundo a linguagem de charge e cartum, fazendo dos quadrinhos uma linguagem ocasional. Só na década seguinte, Angeli passaria a fazer quadrinhos com mais regularidade.Formato 16,5 X 23,5 cm. 80 páginas. Grampeada, Impressão em PB. ÓTIMO ESTADO. RARÍSSIMA.

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Tipo: Revista

REVISTA INDEPENDENTE BALÃO - ANO 1 NÚMERO 8 - A revista Balão, hoje uma raridade, revelou nos anos 70 uma brilhante geração de artistas de quadrinhos e cartunistas brasileiros como Laerte, Luiz Gê, os irmãos Caruso, Xalberto, Sian e Miadaira, entre outros. No início dos anos setenta, dois brilhantes autores de quadrinhos, ainda estudantes universitários na época Laerte Coutinho e Luiz Geraldo Ferrari Martins (Luiz Gê) cursando respectivamente a FAU e a ECA, tramaram criar uma revista que rompesse com o modelo das HQs vigente à época. Reunindo outros autores iniciantes do meio universitário, lançaram aquela que viria a tornar-se a primeira revista de HQs udigrúdi brasileira: O Balão. A partir da experiência pioneira d'O Balão, as histórias em quadrinhos deixaram de ser direcionadas exclusivamente para o público infantil ou adolescente e adquiriram conteúdo crítico, iniciando a gênese dos modernos quadrinhos adultos brasileiros. Com uma tiragem insignificante em termos industriais, o Balão era vendido de mão em mão pelos próprios autores ou era deixado em consignação em algumas poucas e raras livrarias especializadas. O conteúdo abordava assuntos emblemáticos: o futebol e a malandragem (temas tipicamente brasileiros que foram abordados no nº 9, em contraposição aos temas globalizantes explorados pelas grandes editoras), a América Latina, o universo contracultural (muito em voga na época), o universo universitário, ou, ainda os conflitos familiares e a luta de classes. Sua maior fraqueza, a pequena tiragem, era também seu maior trunfo, pois dava-lhe a liberdade de prescindir de uma rígida linha editorial centrada apenas nas vendas. Pode-se dizer que, a partir daquele momento, os quadrinhos brasileiros começaram a perder a sua inocência. No número oito o mote foi: Uma revista contra os bandidões do HQ. Numa impactante capa de Chico Caruso, um desenho invertido para negativo mostrava um cowboy cavalgando uma mão de desenhista. Esta edição começou a dar sinais da crise que acabaria com a publicação. Uma parte dos desenhistas era favorável que a revista fosse para as bancas e outra facção discordava, com o entendimento de que a função do Balão era de ser um órgão mais ligado à universidade e comprometido com a divulgação de novos autores. Nesta edição, os autores simpáticos à idéia de maior profissionalização da revista criaram histórias sobre o tema, enquanto os do segundo grupo mantiveram o chamado tema livre. Deve-se registrar também que nesta edição, Angeli publicou sua primeira HQ (sem título). Apesar de não ser freqüentador das reuniões, Angeli encaminhou sua história através dos irmãos Caruso. Assim como Alcy, Angeli explorava mais a fundo a linguagem de charge e cartum, fazendo dos quadrinhos uma linguagem ocasional. Só na década seguinte, Angeli passaria a fazer quadrinhos com mais regularidade.Formato 16,5 X 23,5 cm. 80 páginas. Grampeada, Impressão em PB. ÓTIMO ESTADO. RARÍSSIMA.

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Termos e Condições
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  • TERMOS E CONDIÇÕES

    1ª. As peças que compõem o presente LEILÃO, foram cuidadosamente examinadas pelos organizadores que, solidários com os proprietários das mesmas, se responsabilizam por suas descrições.

    2ª. Em caso eventual de engano na autenticidade de peças, comprovado por peritos idôneos, e mediante laudo assinado, ficará desfeita a venda, desde que a reclamação seja feita em até 5 dias após o término do leilão. Findo o prazo, não serão mais admitidas quaisquer reclamações, considerando-se definitiva a venda.

    3ª. As peças estrangeiras serão sempre vendidas como Atribuídas.

    4ª. O Leiloeiro não é proprietário dos lotes, mas o faz em nome de terceiros, que são responsáveis pela licitude e desembaraço dos mesmos.

    5ª. Elaborou-se com esmero o catálogo, cujos lotes se acham descritos de modo objetivo. As peças serão vendidas NO ESTADO em que foram recebidas e expostas. Descrição de estado ou vícios decorrentes do uso serão descritos dentro do possível.

    6ª. LANCES PELA INTERNET: O arrematante poderá efetuar lances automáticos, de tal maneira que, se outro arrematante cobrir sua oferta, o sistema automaticamente gerará um novo lance para aquele arrematante, acrescido do incremento mínimo, até o limite máximo estabelecido pelo arrematante. Os lances automáticos ficarão registrados no sistema com a data em que forem feitos. Os lances ofertados são IRREVOGÁVEIS e IRRETRATÁVEIS. O arrematante é responsável por todos os lances feitos em seu nome, pelo que os lances não podem ser anulados e/ou cancelados em nenhuma hipótese.

    7ª. Em caso de empate entre arrematantes que efetivaram lances no mesmo lote e de mesmo valor, prevalecerá vencedor aquele que lançou primeiro (data e hora do registro do lance no site), devendo ser considerado inclusive que o lance automático fica registrado na data em que foi feito. Para desempate, o lance automático prevalecerá sobre o lance manual.

    8ª. O Organizador se reserva o direito de não aceitar lances de licitante com obrigações pendentes.

    9ª. Adquiridas as peças e assinado pelo arrematante o compromisso de compra, NÃO MAIS SERÃO ADMITIDAS DESISTÊNCIAS sob quaisquer alegações.

    10ª. O arremate será sempre em moeda nacional. A progressão dos lances, nunca inferior a 5% do anterior, e sempre em múltiplo de dez. Outro procedimento será sempre por licença do Leiloeiro; o que não cria novação.

    11ª. Em caso de litígio prevalece a palavra do Leiloeiro.

    13ª. As peças adquiridas deverão ser pagas IMPRETERIVELMENTE em até 72 horas após o término do leilão, e serão acrescidas da comissão do Leiloeiro, (5%). Não sendo obedecido o prazo previsto, o Leiloeiro poderá dar por desfeita a venda e, por via de EXECUÇÃO JUDICIAL, cobrar sua comissão e a dos organizadores.

    14ª. As despesas com as remessas dos lotes adquiridos serão de inteira responsabilidade dos arrematantes. O cálculo de frete, serviços de embalagem e despacho das mercadorias deverão ser considerados como Cortesia e serão efetuados pela organizador.

    15ª. Qualquer litígio referente ao presente leilão está subordinado à legislação brasileira e a jurisdição dos tribunais da cidade de São Paulo. Os casos omissos regem-se pela legislação pertinente, e em especial pelo Decreto 21.981, de 19 de outubro de 1932, Capítulo III, Arts. 19 a 43, com as alterações introduzidas pelo Decreto 22.427., de 1º. de fevereiro de 1933.

  • CONDIÇÕES DE PAGAMENTO

    A vista com acréscimo da taxa do leiloeiro de 5%.

    O pagamento será feito por depósito ou transferência bancária, exclusivamente, para a conta

  • FRETE E ENVIO

    A remessa dos lotes será feita, exclusivamente, pelos correios via PAC ou SEDEX, à escolha do comprador.

    Veja nas Condições de Venda do Leilão.